Noam Chomsky e Edward Herman assentam o seu viés sistémico face aos meios de comunicação, expressamente enunciado na obra de Michael Mann, “The Insider”.
Destaque proeminente aos benefícios económicos cuja intenção sublinha esse aspecto específico, não necessariamente uma perseguição em torno da sociedade. No decorrer da tendência levada a cargo por uma ou mais pessoas, onde políticas imparciais e justas para a sociedade entendidas como um todo, são vetadas no incumprimento que não saliente comprometimento das empresas, assumindo verdades de terceiros a um plano financeiro.
Parte substancial dos principais meios de comunicação, pertencerem a grandes quadros empresariais, especialmente empresas de capital aberto. Receitas provenientes não dos seus leitores, mas através da publicidade promovendo as vendas entre disputas da concorrência, num viés subliminar a quem distribui o poder entre os responsáveis nos mais altos postos governamentais.
Os media transformam-se em impressas ‘telecomandadas’, orientações que permitam garantir a estabilidade dos lucros por objectivo de vendas alvo a que se destinam. Antevendo por isso, publicações noticiosas que reflectem as necessidades fundamentais das empresas anunciantes, o leitor é colocado em segundo plano.
A verdade tende a passar factura, nunca fora isenta de imposto, incidindo sobre a matéria traduzindo uma plataforma de capital de efeito dominó. Grandes empresas e instituições governamentais são o suporte maior à qual os meios de comunicação se tornam indissociáveis. Mais uma crítica protagonizada por grupos de pressão específicos, pressionando as empresas dos meios de comunicação caso estas saiam de uma linha editorial onde a matéria se revele pouco prestigiante na alusão face à credibilidade que surta um efeito desconstrutivo, não abonando o grupo em discussão.
Não se trate somente de uma sistema que vê camuflado, a propaganda em “backstage” em alusões de hipotética conspiração, mas sim um mecanismo de defesa por parte de quem é mais poderoso economico e politicamente. Mecanismos esses que possibilitam a determinado grupo de indivíduos discutir o que é tornado público ou não, o que passa a fazer parte de uma esfera pública em consentimento democrático, a perfeita sociedade intimista, que aprofunda um falso código de credibilidade que vigora de uma acção tornada comum, ainda que redefinida por quem detêm o poder na esfera privada da informação.



